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O Enterro da R5: A Canon e a "Iphonização" da Fotografia
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O Enterro da R5: A Canon e a "Iphonização" da Fotografia

Por que a indústria prefere te vender uma "melhoria imperceptível" por ano do que entregar a próxima revolução real?
A screenshot of a Canon camera taken from a product page.

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A notícia acaba de cair como uma bomba, mas o roteiro é velho conhecido: a Canon descontinuou oficialmente a EOS R5. Para muitos, soa como um funeral. Para quem sabe ler o mercado, é apenas o início de mais um ciclo de obsolescência programada.

A Canon não parou de fabricar a R5 porque ela ficou ruim da noite para o dia. Ela parou porque precisa limpar o caminho para a R5 Mark II. É o mesmo jogo que a Apple joga com maestria: todo ano temos “o melhor iPhone de todos os tempos”, com mudanças tão mínimas que, na prática, não alteram em nada a vida de quem o usa.

Para ser muito sincero, eu acho que a Apple virou um grande experimento social ( e uso Iphone, mas acho que ele é engolido pelo Android)

A Ditadura do “Novo”

cansado de marketing revolucionário de produtos sem revolução?

Vivemos a era da obsolescência percebida. O seu equipamento não quebra; ele simplesmente para de parecer “legal” na frente dos outros. As marcas investem milhões em marketing para te convencer de que os 45 megapixels que te fizeram ganhar prêmios ano passado agora são insuficientes porque o modelo novo tem um algoritmo de IA que você, honestamente, usaria em 5% dos seus jobs.

Essa estratégia de lançamentos anuais — ou ciclos curtos de vida — tem um efeito colateral perverso: ela retarda a verdadeira revolução tecnológica. Em vez de focarem em saltos disruptivos na ciência da luz ou em baterias que durem uma semana, as fabricantes preferem “gotejar” pequenas funções para garantir que você troque de corpo a cada 24 meses.

A Oportunidade do “Smart Money”

Tron de 1982..rs

Se você não vive de ostentar o último lançamento, este é o momento de ouro. Quando uma marca descontinua um ícone como a R5, ela gera um pânico artificial no mercado de usados. Fotógrafos desesperados pelo “status” do novo modelo inundam o mercado com equipamentos impecáveis a preços de banana.

O sensor de 45MP da R5 continua sendo um monstro. O foco continua sendo de elite. No fim das contas, a física da luz não mudou; o que mudou foi o desejo da Canon de esvaziar o seu bolso.

Na Obscura, a gente defende o bolso do fotógrafo, não o ego do marketing. Vale a pena pagar o dobro apenas pelo “cheiro de novo” e um selo Mark II?

Para o estrategista, a resposta é óbvia: quem manda na narrativa é o seu olhar, não a linha de montagem da Canon.

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