Como duas gigantes japonesas enfrentam o mesmo cenário econômico global, mas entregam resultados financeiros completamente opostos — e o que isso revela sobre estratégia na indústria fotográfica
Tudo muito lindo com a Fuji, mas, ignorando a questão mercadológica e focando no equipamento em si: na prática, minha experiência foi outra. Sou usuário da marca há seis anos e já tive da X-T1 à X-T5. São câmeras que entregam uma qualidade de imagem e cores maravilhosas, mas que, infelizmente, parecem de brinquedo e não aguentam o 'tranco' do dia a dia.
Dos cinco modelos que tive, três apresentaram defeitos; de placa-mãe e obturador a problemas na bateria interna e no LCD. E ressalto que sempre cuido muito bem do meu material.
Há cerca de um mês, iniciei a migração de volta para a Nikon e não me arrependo. Só de segurar uma Zf, já se percebe uma construção muito mais robusta para quem fotografa profissionalmente, sem perder absolutamente nada em qualidade de imagem.
Sim, inquestionável a qualidade dos X-trans, curto muito! Nao sabia dessa questao da resistência, achava que seguravam o tranco, mas olha, eu fico mais ressabiado com essas mirrorless Nikon, é uma sensação apenas, mas acho que nao sao mais aqueles tanques de guerra, sabe?
Tenho usado com mais cautela! Sente o mesmo com a Zf? Ta curtindo?
Sim, concordo! Também acredito que os 'tanques de guerra', como eram as DSLRs, não existem mais em marca nenhuma. É muita tecnologia e muitos componentes eletrônicos embarcados em corpos cada vez menores; por isso, acho que as mirrorless, no geral, têm essa pegada mais 'sensível'.
Obviamente, sinto que a Zf não chega à robustez de uma D850 ou de uma 5D, mas senti que ela transmite uma sensação de durabilidade bem maior em relação à X-T5, (apesar de ter um corpo com uma pegada de mão horrível, só um grip pra salvar hahaha).
Nesses anos em que usei Fuji, participei ativamente de grupos de usuários e vi uma quantidade considerável de colegas deixando a marca pelos mesmos motivos: defeitos repentinos e, para piorar, uma assistência técnica no Brasil limitada e mais cara em comparação às marcas que possuem uma fatia de mercado maior.
E além de tudo o que foi dito, tenho percebido que a Fujifilm tem conseguido posicionar muito bem a sua marca perante às concorrentes.
Não disputando o mercado de Full Frames, ela já coloca toda a sua qualidade e tecnologia nas APS-C, o que gera maior percepção de valor pelo cliente e a possibilidade de vender por um preço maior. Fora que ela não deixa os produtos artificialmente capados para forçar o comprador a ir para a próxima categoria, uma vez que o médio formato é para um público bem especifico.
E questões como o tamanho reduzido das câmeras e o visual vintage (que a maioria delas têm) as torna objetos de desejo, especialmente dentre os entusiastas. É como se a Fuji estivesse não só tomando marketshare das outras japonesas ao longo do tempo, mas também da Leica, que é objeto de desejo mas tem preços injustificáveis pra muita gente.
E falando por mim, meu CNPJ usa outra marca hoje, devido a questões racionais. Mas meu CPF só tem olhos pra Fujifilm; a criança fotógrafa que habita aqui dentro só quer saber dela.
O poder do intangível é o que vence a batalha do mercado agressivo e das condições desfavoráveis. Nesse campo a Fuji está jogando bem.
A estratégia é sensacional, aspc excelentes fechando o mercado por baixo, depois medio formato assustadoras de boas tampando e limitando o valor das concorrentes! Eu ainda terei uma Fuji!🙂
Tudo muito lindo com a Fuji, mas, ignorando a questão mercadológica e focando no equipamento em si: na prática, minha experiência foi outra. Sou usuário da marca há seis anos e já tive da X-T1 à X-T5. São câmeras que entregam uma qualidade de imagem e cores maravilhosas, mas que, infelizmente, parecem de brinquedo e não aguentam o 'tranco' do dia a dia.
Dos cinco modelos que tive, três apresentaram defeitos; de placa-mãe e obturador a problemas na bateria interna e no LCD. E ressalto que sempre cuido muito bem do meu material.
Há cerca de um mês, iniciei a migração de volta para a Nikon e não me arrependo. Só de segurar uma Zf, já se percebe uma construção muito mais robusta para quem fotografa profissionalmente, sem perder absolutamente nada em qualidade de imagem.
Sim, inquestionável a qualidade dos X-trans, curto muito! Nao sabia dessa questao da resistência, achava que seguravam o tranco, mas olha, eu fico mais ressabiado com essas mirrorless Nikon, é uma sensação apenas, mas acho que nao sao mais aqueles tanques de guerra, sabe?
Tenho usado com mais cautela! Sente o mesmo com a Zf? Ta curtindo?
Sim, concordo! Também acredito que os 'tanques de guerra', como eram as DSLRs, não existem mais em marca nenhuma. É muita tecnologia e muitos componentes eletrônicos embarcados em corpos cada vez menores; por isso, acho que as mirrorless, no geral, têm essa pegada mais 'sensível'.
Obviamente, sinto que a Zf não chega à robustez de uma D850 ou de uma 5D, mas senti que ela transmite uma sensação de durabilidade bem maior em relação à X-T5, (apesar de ter um corpo com uma pegada de mão horrível, só um grip pra salvar hahaha).
Nesses anos em que usei Fuji, participei ativamente de grupos de usuários e vi uma quantidade considerável de colegas deixando a marca pelos mesmos motivos: defeitos repentinos e, para piorar, uma assistência técnica no Brasil limitada e mais cara em comparação às marcas que possuem uma fatia de mercado maior.
Puts, excelente comentário esse, nao sabia dessa situação, excelente participação!
Excelente texto!
E além de tudo o que foi dito, tenho percebido que a Fujifilm tem conseguido posicionar muito bem a sua marca perante às concorrentes.
Não disputando o mercado de Full Frames, ela já coloca toda a sua qualidade e tecnologia nas APS-C, o que gera maior percepção de valor pelo cliente e a possibilidade de vender por um preço maior. Fora que ela não deixa os produtos artificialmente capados para forçar o comprador a ir para a próxima categoria, uma vez que o médio formato é para um público bem especifico.
E questões como o tamanho reduzido das câmeras e o visual vintage (que a maioria delas têm) as torna objetos de desejo, especialmente dentre os entusiastas. É como se a Fuji estivesse não só tomando marketshare das outras japonesas ao longo do tempo, mas também da Leica, que é objeto de desejo mas tem preços injustificáveis pra muita gente.
E falando por mim, meu CNPJ usa outra marca hoje, devido a questões racionais. Mas meu CPF só tem olhos pra Fujifilm; a criança fotógrafa que habita aqui dentro só quer saber dela.
O poder do intangível é o que vence a batalha do mercado agressivo e das condições desfavoráveis. Nesse campo a Fuji está jogando bem.
A estratégia é sensacional, aspc excelentes fechando o mercado por baixo, depois medio formato assustadoras de boas tampando e limitando o valor das concorrentes! Eu ainda terei uma Fuji!🙂
Renatão, tua voz é muito mais legal de ouvir do que a voz sintética, irmão. Quem concorda da like nesse comment!
Tem um detalhe também, a Nikon comprou a RED, não foi? E aí brigou com a Sony, que tem um mercado forte de vídeo.
Haha adorei o trocadilho amarelo.